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Data: 29/09/2015

O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CÂMBIO NESTE MOMENTO

Câmbio é um dos assuntos mais complicados que existem para nós, leigos. São tantas as variáveis envolvidas – a cotação que importa ora é a de compra, ora é a de venda; às vezes o câmbio requer fazer conta de dividir, e outras vezes, de multiplicar; freqüentemente, o que intuímos ser mais lógico é apenas resultado de um raciocínio erroneamente simplista. É uma pegadinha atrás da outra, pessoal.
 
Num momento de instabilidade cambial tremenda como o atual (de 1% em 1%, o real acabou sofrendo uma maxidesvalorização), a gente, que não entende patavinas de câmbio, tende a enfiar os pés pelas mãos e acaba fazendo mais besteira do que o habitual. Se existir contabilidade criativa em câmbio, não deve estar ao alcance de amadores como você e eu. Só quem garantidamente ganha dinheiro com câmbio é quem está do outro lado do balcão (ou quem compra dólar como investimento de longo prazo, como quem investe em ações).
 
No câmbio, o dinheiro se torna uma mercadoria. A gente não ‘troca’ dinheiro – a gente vende uma mercadoria que não nos serve (um dinheiro inútil aonde vamos) para comprar uma mercadoria que nos falta (um dinheiro indispensável aonde vamos). É um mundo injusto, onde compram a nossa mercadoria por menos do que vale e nos vendem com sobrepreço uma mercadoria de valor teoricamente equivalente. A única maneira de evitar o preju é entrar para a família do dono do banco ou da corretora.
Para não fazer besteira, é bom ter três fatos em mente.
 
Em cada operação de câmbio, perdemos um pouco
Só nos resta tentar reduzir as perdas ao mínimo, evitando operações de câmbio desnecessárias ou em condições mais desvantajosas do que o normal.
 
Exemplo de operação de câmbio desnecessária: trocar euro por libra na Inglaterra. Compre direto libras no Brasil, mesmo que pareça mais caro (quando for trocar seus euros por libras na Inglaterra, vai pagar a diferença e um pouco mais).
 
Exemplo de operação de câmbio mais desvantajosa do que o normal: comprar pesos uruguaios no Brasil. A cotação é tão indecorosa (no dia 18 de setembro de 2015, R$ 1 comprava 5,50 pesos aqui e entre 6,90 e 7 pesos no Uruguai) que a gente acaba perdendo bem mais do que deveria.
 
A diferença de valor nominal entre moedas é enganosa
A maior confusão que vejo nas perguntas que aparecem diariamente nas caixas de comentários é considerar a diferença nominal de valores de moedas como indicador de carestia ou pechincha.
 
Se dólar custa mais de R$ 4 e o peso mexicano custa R$ 0,30, então é muito mais barato comprar peso mexicano, certo? Errado. A cotação dessa moeda no Brasil (assim como das moedas ‘fracas’ em geral) é desvantajosíssima. O peso mexicano deveria custar, no dia em que pesquisei, no máximo R$ 0,24 (tomando por base o câmbio que você conseguiria no México ao trocar dólares comprados no Brasil). Tem um sobrepreço aí de 20% (muito maior que o IOF que você está querendo economizar!), que você não percebe que existe, só porque está prestando atenção apenas na diferença nominal do peso frente o dólar.
 
Quando o real desvaloriza sozinho frente o dólar, desvaloriza frente as outras moedas também
O dólar é o parâmetro pelo qual o real é cotado frente todas as moedas. Quando acontece – como nesse último mês – do real desvalorizar sozinho frente ao dólar, fique certo de que a desvalorização vai se refletir no câmbio frente todas as outras moedas. Quando estive no Peru em junho de 2015, 1 real era comprado a 95 centavos de nuevo sol. Três meses mais tarde, no dia 11 de setembro de 2015, vendi reais em Lima a 68 centavos de nuevo sol. É o mesmo tombo que o real levou frente o dólar.
 
Conclusão: não fuja do dólar só porque ficou repentinamente mais caro. As outras moedas ficaram repentinamente mais caras também – você é que não estava acompanhando.
 
Fonte: viajenaviagem.com

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